1° Fórum Mundial da Bicicleta
Divulgando!
Estamos organizando o primeiro Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de Fevereiro de 2012.
A ideia surgiu após algumas pessoas terem refletido sobre o que a comunidade de Porto Alegre poderia fazer ao completar um ano do atropelamento coletivo acontecido na cidade em 25 de Fevereiro de 2011. O Fórum é uma saída criativa para um incidente trágico, que denuncia o quanto nossas cidades não estão estruturadas, e nossas culturas não estão voltadas para um cuidado com as pessoas. Hoje, todos sofrem com isso, motoristas, ciclistas e pedestres.
O Fórum Mundial da Bicicleta é, então, um evento voltado para se discutir a bicicleta em todos os seus aspectos: mobilidade urbana, integração comunitária, bem-estar pessoal e social, como esporte, questões economicas etc. Está sendo organizado tanto em painéis, com convidados especiais, quanto através de oficinas auto-geridas. Toda sua programação é gratuita.
Este projeto visa arrecadar fundos para a realização do 1º Fórum Mundial da Bicicleta. Pontualmente, a meta de R$3500, excetuando-se a parte do Catarse e PayPal ou MoIP, está voltada quase na sua integralidade para o pagamento da passagem do norte-americano Chris Carlsson, tido como um dos idealizadores da primeira Massa Crítica, que aconteceu em São Francisco, EUA, em 1992. Chris condicionou sua vinda apenas ao pagamento de sua passagem. Aproveitando sua disponibilidade, ele não estará vindo só para Porto Alegre, mas passará também por São Paulo.
O Fórum está sendo organizado por um coletivo auto-gerido, cujos participantes trabalham de forma voluntária. Todo valor excedente ao pagamento das passagens de Chris Carlsson será convertido para outros custos do evento, como passagens de outros palestrantes, divulgação etc.
Entre no site, confira a programação, se inscreva para hospedagem solidária e venha! Mais informações sobre a programação provisória do evento, hospedagem solidária, assessoria de imprensa e notícias diárias sobre a realização do Fórum estão em http://forummundialdabici.com
Eu já contribui, passe lá e deixe a sua também.
Como Curitiba maltrata seus pedestres
Muito se tem falado nos ciclistas. Ano após ano vamos ganhando espaço na mídia, talvez devido as ações cicloativistas. Neste mesmo período, outro ator das ruas vem sendo, sistematicamente, maltratado. O pedestre.
Esta semana, em seu excelente blog Alexandre Costa nascimento, calculou e publicou o tempo destinado ao semáforo de pedestres na esquina das ruas Visconde de Guarapuava e Mariano Torres. Diga-se de passagem, que o tal semáforo foi uma conquista dos ciclistas! O tal semáforo dá apenas 5 segundos para a travessia, leia mais aqui.
A diretora de Engenharia de Tráfego da Setran, Guacira Civolani, informa que existem 5 ciclos diferentes durante o dia, por causa da dinâmica do trânsito. Mas, pasmem, o maior ciclo para os pedestres é de 10 segundos mais 5 com o sinal piscante. Refazendo as contas que o Alexandre já fez, o pedestre tem de andar a 7,2 km/h (em velocidade constante). Ora, a velocidade de caminhada normal é próxima de 5 km/h. Tire as suas conclusões! E se você for idoso, tiver algum problema como locomoção, esqueça: aquela rua não é para você!
Pois bem, não satisfeita, talvez, com as críticas do repórter, ela diz que a equipe técnica (?) trabalha com a ideia de fazer a travessia em dois tempos, criando uma espécie de ilha no canteiro central da Visconde de Guarapuava. Criativos estes técnicos, não? Será que eles andam a pé? Outra pérola da diretora é que os ônibus teriam prioridade sobre os pedestres pois eles carregam… pedestres em seu interior! Os ônibus vieram à tona pois os mesmos começaram a atrasar sua viagens por causa do dito semáforo.
Bem, esta novela vai longe. Mas existem uma série de outras travessias em Curitiba onde não há semáforo para pedestres, muito menso faixa de segurança. E tão cedo, por causa desta equipe técnica, não terão. No final do ano passado foi instalado um semáforo para pedestres/ciclistas, na esquina da Marechal Deodoro e a mesma Mariano Torres. Está até hoje desativado. Quem passa por ali sabe da necessidade deste semáforo. Quando será ativado? Pergunte ao prefeito!
Reconhece o local? Centro Cívico, rotatória entre a Cândido de Abreu e a Pç. N. S. de Salete. Ali do lado é a prefeitura e o palácio do governo. Cadê as faixas de segurança para pedestres? Se você procurar vai encontrá-las uma quadra antes. Ou seja, em Curitiba anda bem quem anda motorizado. Anda devagar é verdade, por que os congestionamentos são muito mais comuns. E o pedestre? Este tem a sua disposição calçadas cheias de buracos (torça para não chover, senão serão poças), calçadas estreitas, obras invadindo o espaço público, ruas sem semáforos para pedestres, motoristas que não respeitam os semáforos. Onde estão os agentes da SETRAN durante o dia? Por que não multam estes péssimos motoristas que invadem as faixas (dê uma paradinha ali na Conselheiro Laurindo com a 13 de maio e veja a barbárie diária). Por que maltratam tanto os pedestres?
Curitiba já foi uma boa cidade para se viver. De uns tempos para cá ela vem priorizando cada vez mais o transporte individual, criando binários, viadutos, outras obras de arte, em detrimento da grande maioria dos cidadãos que atravessam a cidade a pé, de ônibus ou de bicicleta. Qual será a motivação desta escolha?
365 dias na vida de uma bicicleta
A Red Peak Group fez, a pedido da Hudson Urban Bicycles um experimento bastante singular. Prendeu uma bicicleta, totalmente equipada a um paraciclo em Nova Iorque, no SOHO. E fotografaram cada um dos 365 dias da bike. Além da ação do tempo, a ação dos pilantras também foi deixando marcas na bicicleta. Não vou contar o final, veja!
Foto da semana (124)
Primeiro pedal do ano: duas represas
Para começar bem o ano fomos, o Bixo, o Sartori e eu, pedalar pelas represas do Rio Verde, que abastece a Repar (Petrobras), e a do Passaúna, que abastece a região metropolitana. O caminho era novo para o Sartori e já conhecido da gente.
Seguimos pela BR-277 até a estrada da Sereia e a partir de certo ponto (Colonia Mariana) fomos, finalmente, por estradas de chão até a ponte que passa pela represa do Rio Verde, agora restaurada. Na ponte vários pescadores tentando a sorte. Paramos um pouco para um bate papo rápido e esvaziamento das bexigas…
Seguindo em frente e passamos por várias localidades de Araucária: Roça Velha, Igreja de Santo Estanislau, Colônia Cristina, até pegar um trecho que leva a Ferraria, agora em Campo Largo. Ali uma parada para uma coca-cola e amendoim para re-estabelecer as energias, apesar de que a minha energia já havia se esgotado fazia tempo.
Passamos pela represa do Passaúna, vazia, pois ali é proibido nadar, pescar, olhar, se aproximar, etc. Subindo o morro chegamos a Volvo e ali pegamos o contorno até a BR-277, novamente. Passamos por dentro do parque Barigui e após escalar a lazarenta da Cândido Hartmann (vejam o meu estado!), faltava apenas mais uma subidinha para chegar na Manoel Ribas, ali em frente do Hot Dog do Josias.
Dali até o Passeio Público, só descida!
Total do pedal: 72,5 km, 945 m de subida acumulada, média de 19,63 km/h. Nada mal para um começo de ano. Depois das viagens da turma, tem mais pedais este mês, antes de acabarem as férias.
Veja o track:
Retrospectiva 2011

Acalme-se, nada daquelas retrospectivas da televisão, com terremotos, enchentes, furacões, assaltos, etc. Por falar nisto, será que eles mostram alguma coisa boa que aconteceu em 2011?
Para mim foi um ano bom, como todos os outros, aliás. Foi o primeiro ano em que pedalei quase todos os dias para o trabalho! E não foram poucos os dias. Vamos as estatísticas:
- Foram quase 100 dias;
- 811,5 km;
- Economia de R$477,50 em ônibus.
As exceções foram dias com muita chuva ou algum compromisso com deslocamento para fora de Curitiba. Foi muito bom, não só pela grana economizada (vai ver que é por isto que a Pref. de Curitiba odeia ciclistas), mas pela alegria de fazer o meu ritmo, conhecer gente que também pedala o trabalho, encontrar amigos e velhos conhecidos, ir pedalando junto com aluno, ganhar sorrisos de bom dia de outros ciclistas, etc, etc. Experimente!
Por outro lado, foram menos pedais com os amigos, poucas viagens e apenas 1164,5 km pedalados por diversão! Desculpas não faltam: moto nova, o joelho reclamando (da falta de pedal) e muito trabalho.
No lado cicloativista muita coisa boa aconteceu em Curitiba: já somos vistos pelo poder público, apesar de as ciclovias continuarem em extinção, a ciclofaixa da Marechal deixar de ser lenda para virar piada, e a ciclofarsa de laser, outra piada curitibana. Para homenagear o Oil Man, a bicicletada fez uma edição especial: todo mundo de Oil Man.
Resumindo, um ótimo ano para as bicicletas, cada vez mais visíveis. Espero que o ano novo traga mais ciclistas às ruas, mais paz no trânsito,menos poluição, menos binários e um prefeito mais engajado com uma cidade melhor para quem vive nela, não apenas marketing, como tem sido nos últimos anos. Feliz ano novo!






